Acabei de ler no blog da Carol que ela quer escrever sobre o silêncio. Roubou a minha idéia. Eu ia começar esse tema agora.
Bom, fica para ela. Ela sempre escreve melhor que eu, mesmo... Mas o tema é bom.
segunda-feira, 7 de abril de 2003
A fonte é segura. Os USA realmente passaram uma lei no Congresso e as fritas francesas se tornaram fritas da liberdade. Já que o mundo anda boicotando os irmãos do norte, os irmãos do norte resolveram boicotar a França. Acho que é justo. Afinal, batata frita é um prato muito típico na França. O tradicional steak aux frites já até foi o último desejo de um oficial francês preso na Indochina. É natural que os EstadoZunidos declarem sua independência culinária. Nada mais natural.
Só fiquei intrigado com uma coisa: o beijo francês também passa a ser beijo da liberdade? Se for... Ai, se for!
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Pedro Wolff
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7.4.03
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Tem tempo que eu não dou as caras por aqui. Explico: tenho trabalhado do outro lado da cidade. Com isso, tenho dormido na Estela (na casa dela, seus depravados!) e não entro na internet por lá. Acho que é por timidez. O fato é que eu não entro. Com isso, não consigo postar e desapareço, gerando essa lista de leitores insatisfeitos.
Bom, para os de fora do Rio, aqui está chovendo. Eu, claro, já fui tomar um pouco de chuva. Que delícia. É a melhor forma de encerrar um fim de semana. Um banho para limpar para a próxima semana. Recomendo a todos.
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Pedro Wolff
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terça-feira, 25 de março de 2003
Para os que já perguntaram, a citação nova foi extraída da 9ª Sinfonia de Beethoven. Essa sinfonia traz, em seu último ato, uma poesia de Friederich Schiller, uma Ode à Alegria. Essa peça é tão importante que Bakunin, primeiro pensador do anarquismo, disse que, para se fazer um mundo perfeito, teríamos que queimar inteiramente o mundo atual, deixando apenas a partitura da 9ª de Beethoven para a posteridade.
A tradução aproximada dos versos é a seguinte: "sede abraçados, milhões. Nestes beijos do mundo inteiro!". É uma aclamação. A humanidade deve se unir em um abraço e beijos entre todos os homens. Mais adiante, ele fala "deixa que todos nos tornemos irmãos. Amigos são para todo o sempre".
Acho que alguns líderes do cenário geo-político contemporâneo deveriam conhecer um pouco mais de música erudita...
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Pedro Wolff
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25.3.03
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domingo, 23 de março de 2003
Acho que esse papo de kick-boxing tem subido à cabeça da Carolzinha...
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23.3.03
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Já devo ter dito algumas vezes que eu acho essa guerra que está rolando um absurdo, uma covardia. Pois bem, reitero a opinião. Não quero chover no molhado, mas um ex-futuro candidato à diplomacia brasileira não pode deixar de demonstrar sua indignação quando dois estados decidem resolver suas diferenças pela violência.
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Fim de semana gostoso. Esse friozinho é bom demais. E chuva. Eu já disse que gosto de chuva? É uma delícia.
Começamos com um almoço venezuelano na casa da Jessica. Visitem o blog dela. É bem bacana! Aliás, ela é uma menina bacana. O único defeito é achar que eu trato as mulheres como objeto. Mentira. Elas não são tão úteis assim.
Dali, fomos ao cinema com sogrão e Vilma, que eu só conheci ontem. Gente boa, gente boa. Fomos assistir Chicago. Como eu previa, Richard Gere não convenceu como cantor e dançarino. Jantamos num sushi em Niterói e tudo bancado pelo dito cujo referido sogrão.
E dormimos sozinhos no apê do sogrão, que foi dormir com a Vilma.
E acordamos juntinhos na mesma cama. Friozinho, cobertor e cama. Para que mais?
E tem idiota fazendo guerra por aí.
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terça-feira, 18 de março de 2003
Diante de uma barata:
Homem: - Se eu não estivesse descalço!
Mulher: - Socorro! Uma barata!
Gay: - Alô!!! É do Corpo de Bombeiros?
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18.3.03
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Ontem, em meio aos petiscos e bebidas do vernisage, recebi a acusação de que trato as mulheres como objeto neste blog. Achei essa uma acusação injusta.
Claro, quem me acusou foi mulher.
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18.3.03
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Finalmente o BBB 3 está do meu gosto. Dentro da casa só tem homem e mulher feia. Isso quer dizer que todas as bonitas já saíram e estão posando nuas.
Queremos nudez gratuita!!
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18.3.03
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Ao dileto Robert Andare, que comentou um dos últimos posts:
Você chegou a ler o meu blog? Por acaso viu que não tem nenhuma, nenhuminha mísera foto? Nem matéria, nem viagem, nem nada! Que maneira idiota de convidar alguém a visitar o seu blog. Não vou até lá, não vou votar, nem comentar nada. Isso é carência demais.
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Se eu andasse com um caderninho, com certeza teria mais o que dizer neste blog. Todo dia eu vejo uma coisa estranha que devia estar aqui. Só de andar de ônibus!
Da última vez, os passageiros de um apertado 269 fizeram o motorista interromper a viagem em plena serra Grajaú-Jacarepaguá para que uma apertada menina fizesse suas necessidades na beira da estrada. Cruzes! Em que mundo bizarro eu vivo?!
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18.3.03
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Quanto tempo não venho aqui. Tenho deixado esse blog desatualizado. Ok, vamos começar pelas fofocas: ontem, fui a um vernisage. Cheguei em casa trôpego e acordei com ressaca. Mas valeu a pena. Foi no CCBB. A estréia de Rembrandt. Graças à Carol. Visitem. A parte que eu lembro da exposição está muito boa.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Acerto de contas
Um dia, como todos os que lêem este blog, eu vou morrer. Já posso até me ver, sentado às portas do purgatório, esperando pelo julgamento. Só Deus sabe se eu vou para o Céu, ou para o Inferno, com o perdão do trocadilho. Dali a pouco, vai se sentar um sujeito curvado, com a roupa longa, branca e puída do meu lado. O rosto cansado se torce, enquanto ele acha espaço do meu lado. Ele traz um bloquinho na mão esquerda e uma caneta, na direita. Vai me olhar e dizer:
-Você é o Pedro, não é? Muito prazer, sou Chavachiach, seu anjo da guarda - Vou tremer ao ouvir isso. - Vamos acertar nossas contas.
Eu sei bem que a lista é longa. Teve cada uma. Só a quantidade de vezes que eu devia ter caído de abismos, pedras, cachoeiras e alturas afins nas minhas trilhas... E os assaltos? Cada coisa que me acontece. Sei que todo mundo tem história de assalto violento para contar, mas tem coisas que só acontecem comigo. Alguém aqui já enfrentou arma na cabeça e reagiu? O sujeito atirou e errou! Foi o manto do anjo que me protegeu. Ele vai me mostrar o furo que ficou no lugar.
E uma vez, lá ia eu a uma festa na casa da Carol, linkada aí do lado. Como bom convidado, levava uma caixa de cerveja e o meu violão nas costas. No bolso, o dinheiro de duas aulas, que deveria durar por toda a semana. Além desse dinheiro, alguns trocados para o ônibus. Vem o sujeito, no ponto de ônibus escuro e deserto e me pára. Mostra a arma na cintura. Não tem como fugir, mas não estou disposto a perder meu dinheiro. O que fazer? Inventar uma história:
-Rapaz, eu toco num hotel, lá na Zona Sul. Se você me esperar, na volta eu vou ter dinheiro, mas agora, só tenho o dinheiro da passagem e essa cerveja. Você quer cerveja?
-Não. Só dinheiro - ele fica nervoso.
Eu coloco a mão no bolso e rezo. Se sair uma nota graúda, minha mentira vai por água abaixo. Foi a mão do anjo que tirou aquela nota do meu bolso. Era uma nota de R$ 1,00. Ele mostra a mão. Coitado, teve que lavar com desinfetante. Essa história de que anjo não tem sexo é só história e o meu bom e velho anjo da guarda é um anjo espada. Além disso, pediu para eu não contar aos superiores que andou metendo a mão dentro de bolso de marmanjo.
Voltando à violência, eu entreguei a nota. Como ele achou pouco, pegou a caixa de cerveja, também. Eu decidi pelo blefe supremo. Dei as costas e comecei a andar. Ele gritou atrás de mim "onde você vai?"
-Vou para casa. Você pegou o único dinheiro que eu tenho e preciso ir trabalhar.
A frase que ouvi foi a menos esperada em toda a minha longa vida de habitante de uma grande capital violenta:
-Peraí. Também não é assim. Toma seu dinheiro de volta. Vai trabalhar.
Ainda descrente, peguei a nota. Foi o anjo que sussurou no ouvido do meliante. Humilhação suprema. Além de enfiar a mão no bolso alheio, fica sussurrando em ouvido de barbado. Mas eu sou abusado e não me dei por contente. Inventei que a cerveja era para o pessoal da banda. Cada semana, um tinha que levar para os outros e era meu dia no rodízio. Ele se abraçou à caixa, como se para proteger, sei lá. Eu insisti, mas regateei por levar apenas uma. Surpresa suprema: ele assentiu.
Eu devo ser, mesmo, um teste de paciência para qualquer anjo da guarda. Aliás, um teste físico, também. Será que, no fim dessa conversa, ele não vai me dizer um solene "vai para o inferno"? O céu treme e ele arremeda "não literalmente, claro..."
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20.2.03
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Tem gente reclamando do ar pederasta de um post recente. Está bem, está bem. Eu confesso, foi um surto. Mas isso passa. Apesar de eu gostar de roupas e gostar de cozinhar, isso passa.
Quanto às crônicas, por favor, paciência. Prometo uma no fim de semana, ok? Está na cabeça. É só digitar. Mas eu chego em casa com tanto sono que sinto preguiça.
Pronto! Agora podem reclamar da bahianidade.
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Minha namorada torceu o pé. Está de botinha. Por alguma estranha razão, ela se recusa a vestir roupas sensuais e posar de go-go girl para um pin-up.
Vou tentar melhor. Vou prometer o sucesso e dizer que vou lançar a foto na internet. Será que cola?
Nunca entndi direito essa conduta que as boas moças têm.
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18.2.03
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domingo, 16 de fevereiro de 2003
Eu esperei a chuva. Ela bem que podia ter vindo. Todo mundo sabe que gosto de chuva. Esse calorão é insensato. Não há nada que o justifique. Chego em casa e pareço ter que torcer a roupa, para secar.
Falando em roupa, a calça que eu comprei na Zara este fim de semana é maravilhosa. Sei que é gay falar de roupa no blog, mas não posso fazer nada. Fiquei parecendo aqueles sujeitos de passarela. Grande escolha da Estela.
E foi útil. Acho que foi essa roupa que fez o Quintino pegar a Juliana. Mandaram bem!!
E, para concluir, uma frase lapidar: put a finger in your ass e la vita ti sorridera. Coisas que minha família ensina, lá em Trieste...
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16.2.03
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Está bem, está bem. Sei que queremos nudez gratuita, mas essa Andrea do BBB3 é um teste de paciência. Tem dó!
Mais retoque que ela, só aquela infeliz que lançou um morteiro no goleiro peruano (ou boliviano, ou chileno, ou...) no Maracanã, uns anos atrás e saiu na Playboy.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
A melhor parte do meu dia, ontem, foi acordar, olhar para o lado, e ver que a Estela estava deitada no meu colo. O trabalho tem me consumido e, às vezes, eu esqueço de mostrar a ela como o mundo fica insípido sem ela.
Preciso fazer isso mais vezes. Na verdade, as duas coisas: acordar com ela e estar mais presente.
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Pedro Wolff
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13.2.03
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Depois de ler os comentários do último post, só tenho uma coisa a dizer: eu só faço levar bronca...
Por que, diabos, ninguém acredita quando eu digo que estou atolado em trabalho? É verdade. Se vissem a pilha de papéis em volta deste lap top, vocês teriam noção.
Mas eu volto, gente. Eu volto.
Calma!
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Pedro Wolff
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13.2.03
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