terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

Aliás, desculpe a ausência, Carol, mas feliz aniversário. Foi realmente impossível chegar...

Hoje, um artigo meu foi publicado na Gazeta Mercantil.

Bom.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

De repente me veio um sentimento de "sou contra toda essa coisa que taí"...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

A garçonete do café onde costumo passar o fim do dia veio falar comigo sobre pena de morte. Eu devo atrair garçons que falam. Na última sexta, um garçom veio chorar a traição da mulher com o seu melhor amigo. Quase cantei a música do Reginaldo Rossi: "freguês, aqui nessa mesa de bar, você já cansou de escutar..." Mas ela veio falar de coisa séria e de um assunto que eu gosto. Veio perguntar se eu concordava.

Como eterno defensor de direitos humanos, eu me posicionei contra. O argumento dela foi o mais recorrente e o mais fácil de rechaçar: "e se a sua filha fosse estrupada? O que você faria?" E ela teve que ir atender alguém antes da minha resposta. E ela voltou para me contar uma história. Ela mora na Nova Holanda, uma das favelas mais perigosas do Rio. Disse que em frente à casa onde mora, um sujeito foi executado pelos traficantes. Ela ficou chocada com a cena. Não quer que sua filha veja essas coisas.

Ela não sabe, mas ela é contra a pena de morte!

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

Se alguém visitar o site do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados - ACNUR, vai poder ver o diário da Angelina Jolie e sua experiência com os refugiados. Para quem não sabe, ela é a embaixadora da boa vontade dessa agência da ONU.

No diário, ela fala, entre outras coisas, da morte do Sérgio Vieira de Mello, que serviu o ACNUR por muitos anos, antes de se tornar Alto Comissário para Direitos Humanos. Por que, diabos, eu fico fuxicando essas coisas?

Quintino se entrevistou para o próprio jornal. Acho que é hora de aumentarem as doses de Haldol do garoto!

Lamentável, lamentável.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

Já saiu a primeira mulher do BBB4. Ainda dá tempo para as fotos!

Queremos nudez gratuita!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

Fui ver As Duas Torres, versão extendida, com 41 minutos a mais de um filme que já tem 3 horas, na versão "compacta".

Eu não sabia que era possível prender a respiração por mais 41 minutos!!

Céus! Estou virando nerd. Qualquer dia começo a fazer piada feito o Quintino!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

Está aberta a temporada de escolha de uma nova citação. Quem tiver sugestões, envie. Não serão aceitas as citações com acentos gráficos. A razão é simples: eu não sei usá-los no template. Aliás, se alguém souber, também pode informar.

Como a maioria de vocês já deve saber, o reveillon foi na Ilha Grande, meu refúgio. O lugar, como vocês já devem saber, é mágico. Se não conhecem, deveriam. Sempre tem gente interessante e os campings ficam repletos de harmonia.

Acho que conheci uma figura mitológica por lá: um homem apaixonado. Deve ser o último de uma raça inteira. Era triste como uma fotografia em preto e branco e a voz, que saia debaixo de uma barba grisalha, parecia ecoar no fundo da cabeça, sem passar pelos ouvidos. Faz tempo não vejo ninguém assim. Só devem existir em São Paulo.

Ele se apaixonou pela dona do camping. Que idéia! Todo mundo sabe que não se tenta nada com a dona da festa. Ela está sempre ocupada demais. Assim, os “demônios da solidão” acharam um bom lugar para estacionar.

A chuva, sempre benvinda, acabou atrapalhando um pouco. É mais difícil manter os pés e a barraca limpos quando chove. Ainda assim, ficar lá dentro, ouvindo as gotas tamborilando no teto e sentindo o friozinho que faz é uma delícia. É a oportunidade que se tem de sentir o mundo girando. E como gira!

Os dias passam devagar e rápido, ao mesmo tempo. O tempo leva o tempo que precisa levar e isso é incrível. Já ouvi dizer que Deus dá o frio de acordo com o cobertor e parece verdade. Lá eu aprendi isso.

Na volta, essa fumaça concreta nubla a minha visão.

O bangalô fica na nossa cabeça.

domingo, 21 de dezembro de 2003

Tecla Undo

Eu fui convidado para três casamentos, que aconteceram neste fim de semana. Por ordem cronológica de convite: o da irmã da Estela, o de um dos meus melhores amigos (veja o site ConnAction. É a empresa dele) e o da minha prima. Os dois primeiros foram no Rio, o dela foi em Itu. Acabei escolhendo ir ao da minha prima. Dois motivos principais foram aquela velha história de família, blablablá e a vontade de reaproximar dos meus tios, depois de diversos mal entendidos. Não podia ter escolhido pior.

O casamento do Pistilli foi ótimo. Três bandas tocaram, tudo estava animado. A Estela fez tudo o que eu queria estar por perto, quando ela fizesse. Eu só conseguia pensar nela, lá. A festa em Itu estava tão chata que eu fui dormir à meia-noite! O pessoal do Rio chegou em casa às 5h!!! E a tal reaproximação? Agora, prefiro que continuem lá! Não gostei nada de como as coisas aconteceram. Se não queriam a família lá, podiam ter dito, oras.

Na volta, só remorso e raiva da festa que eu fui. Quando cheguei em casa, Estela contou como foi bom. Quando encontrei com ela, mais coisas boas para contar. E eu? Nada.

Comemos um cachorro quente. Quer dizer, eu só comi meio, já que a outra metade caiu na minha roupa. "O horóscopo disse para eu ficar em casa no fim-de-semana", pensei alto. Aquilo parecia ser a cereja do meu sundae azedo. Que nada! Ainda tinha chuva no caminho de volta para casa.

Eu odiei meu fim-de-semana. Cada hora, desde sexta-feira. Eu odiei a escolha que eu fiz. Pena que a vida não tem tecla undo...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2003

Estou ouvindo Geraldo Azevedo, sentindo o cheiro da chuva que vai cair. Estou planejando ir para Ilha Grande em poucos dias, com a minha namorada, pensando em uma música para fazer. Estou escrevendo no meu blog. De repente vieram tantas coisas boas ao mesmo tempo!

Fiz uma retrospectiva deste ano e vi como eu quase abandonei a vida que eu amo. Como as coisas mudaram desde meados de janeiro. Quem eu era nessa época do ano passado e quem eu sou hoje. Nem melhor, nem pior, mas tão imensamente diferente!

Às vezes eu me sinto bem com isso. Outras, tenho medo, muito medo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2003

Aliás, tenho sentido saudades da Carol. Espero que quando ela volte da caserna esteja lutando igual a Trinity (no primeiro filme, que nos dois últimos está horrível!).

Enquanto isso, no telefone de Jerusalém:

Ariel Sharon: Vocês ainda têm concreto aí?

Gerhard Schröder: Peraí! Acho que sobrou do muro de Berlin...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

Tem dias que a gente se sente...

You've got mail

Para que servem os cartões postais? Alguém se desloca daqui para outra cidade e te manda uma foto tirada por sei-lá-quem, comprada numa banca de jornal e te manda pelo correio. A mensagem é sempre a mesma: "lembrei de você", com essas ou outras palavras. Será?

Quando eu lembro de alguém, procuro alguma coisa que tenha a ver com essa pessoa. Não necessariamente compro nada para ela. Eu adoro pedras. Se alguém lembrar de mim em Tintagel, como, aliás, já aconteceu, basta agachar, pegar uma pedra no chão e me trazer. A alfândega nem vai reclamar.

Eu gosto de histórias e de gente. Fotografias, em geral, trazem as duas coisas. São mais pessoais. "Aqui, o Paulinho se arrebentou", "atrás dessa pedra foi que a gente apertou um baseado", "depois dessa casa é que vinha a cachoeira". E por aí vai. Isso é bonito, isso é tocante. Foto de dia feio, do carro atolado... Isso tem história. E é história de gente que eu conheço.

Numa viagem, é comum a gente ver alguma coisa que lembra uma pessoa que a gente deixou na nossa cidade. É só fazer alguma coisa íntima, alguma coisa pessoal e mostrar que lembrou de verdade dessa pessoa. Ou não, nem faz. Basta saber que lembrou. Isso tem muito mais significado, é muito mais bonito.

quarta-feira, 12 de novembro de 2003

Estou voltando de um coquetel da minha antiga empresa. Nossa, como eu já estive com gente importante. Sou tão mais feliz hoje em dia!!

Mas descobri que temos um blog, que eu vou ter que conhecer: priceanos.blogspot.com.

domingo, 2 de novembro de 2003

Vale lembrar: estou no meu inferno astral. Dias piores virão!

Balanço do fim de semana. Sexta, fui beber com os amigos e a namorada. Como de costume, falei demais e a namorada não gostou. Preciso me acostumar com a idéia de que a Estela não é mais uma "amiga". É namorada. Tenho que medir as coisas que eu digo na frente dela. Faz um ano e a cumplicidade é tamanha que eu vivo me esquecendo.

Além disso, mergulhei, tomei chuva e passeei com a minha filha no aniversário dela.

E você? O que fez?