Bem, voltei do Sana. Ainda não sei bem por que, mas voltei. Aquilo é bom demais e o Rio anda tão violento. Na quinta-feira, um dia antes de ir, fui assaltado. Levaram relógio, celular e R$ 10,00. Quando chego de volta ao Rio, pego um táxi e a primeira coisa que o motorista diz é "bem aqui, uma hora atrás, estava rolando o maior tiroteio". Aonde essa cidade vai parar?
Bom, mas, sendo prático, perdi o celular. Se algum leitor gostava de fazer contato por ele, vai ter que suspender a prática por algum tempo. Se quiser entrar em contato, use o link ao lado. Ele direciona diretamente para o meu e-mail. É só escrever que eu respondo.
quarta-feira, 23 de abril de 2003
quarta-feira, 16 de abril de 2003
Vou passar a Semana Santa no Sana. Assim, nenhum leitor estranhe se eu não voltar. Corre o risco de eu virar um cogumelo e começar a brotar ao lado de uma cachoeira.
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Pedro Wolff
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16.4.03
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Eu nunca entendi o Popeye. Hoje, tava pensando nisso. Vejam bem: dois marinheiros vivem se supapando por uma mulher solteira, incapaz de se decidir entre os dois. Para ganhar força contra o Brutus, Popeye recorre ao espinafre enlatado. Americano nunca gostou de salada.
Isso tudo acontece na década de 50. Hollywood não costuma dar ponto sem nó. Que estranhos valores esses desenhos nos transmitiam!
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Pedro Wolff
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10.4.03
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Sendo autorizado...
Eu adoro mergulhar. Adoro estar com a cabeça embaixo d'água, vendo o movimento que acontece. É lindo ver quanta vida se passa colada a uma rocha, como o Arpoador. Mas o que mais gosto, quando mergulho, é o silêncio. Toda a vida, todas aquelas cores, todo o movimento, tudo acontece em silêncio.
Eu sou músico. Deveria gostar de sons. Mas adoro o silêncio. Existe uma intensidade e mesmo uma musicalidade quando não se ouve nada. Ele vem como um véu que cobre a cabeça e protege os pensamentos, para que fluam à vontade lá dentro. É uma ótima maneira de vermos o que temos pensado realmente.
O silêncio é o conforto de que os ouvidos precisam quando o dia chega ao fim e o coração quer bater mais devagar. É a trilha sonora ideal para o pôr-do-sol. A grande companhia para um bom livro. A condição sine qua non para um dia de chuva.
Acho lindo ver que, quando os céus se fecham, o ruído diminui. As pessoas parecem passar umas pelas outras tomando cuidado para não fazer barulho com os sapatos. Os carros não buzinam. As aves não cantam. O dia se passa em silêncio e cinza e branco. Dá ao Rio um ar de civilidade que não é comum.
O silêncio é o convite a um café no Paço Imperial. É o pedido para uma conversa. É a melhor trilha sonora para um beijo.
Escrevi essas linhas em silêncio, depois de um dia de muitos ruídos. Ele me veio como um bálsamo, uma bênção. E a minha mente pôde estar em paz. Em resumo, acho que só o silêncio é melhor que um dia de chuva. E se vierem juntos, maravilha! Parece sexo com sorvete.
PS: obrigado, Carol.
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Pedro Wolff
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10.4.03
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quarta-feira, 9 de abril de 2003
Tele-vizinhos
Ao som dramático da trilha sonora de A Casa das Sete Mulheres, ouço a voz da vizinha do quarto andar entrar pela minha janela: "a série mais bonita que eu já vi".
Por essas e outras é que eu não gasto a minha energia elétrica vendo tevê!
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Pedro Wolff
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9.4.03
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terça-feira, 8 de abril de 2003
Eu nunca soube exatamente por que escrevia este blog. Descobri ontem. Renata, linkada aí do lado e Espanhol, o Augusto já citado (e espero que tome vergonha na cara e crie um blog próprio) se conheceram por aqui.
Ele entrou no meu blog (calma, calma, estamos falando apenas de internet), clicou no link da Renata e trocou umas idéias com ela. Pelo visto, deu certo. Que bom!
Fico feliz por vocês. Só podiam ter tido a dignidade de me contar, né? Eu não precisava ficar sabendo pelo Maurício.
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8.4.03
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Tem dias, como hoje, que ficam suspensos. Nada parece ter acontecido de verdade. Nada parece ter se passado. Ao mesmo tempo, esses dias parecem levar anos para se encerrar. Quando se encerram, levam consigo um ar de alívio, frio e insípido, ao mesmo tempo.
São dias em que a gente vê que, muitas vezes, a parte mais fácil de uma decisão é tomá-la. Muitas vezes, executar aquilo que está decidido é o passo mais largo. Tem dias em que se aprende esse tipo de coisa.
Hoje foi um deles. O cinza do céu parecia chumbo nos meus ombros. Ainda assim, o dia passou com a certeza do dever cumprido. E eu aprendi que é esse o importante. Deve-se fazer o que deve ser feito. Não devemos nos vangloriar da conquista, nem chorar a derrota. Apenas faça o que você tem que fazer.
A madrugada e o dia seguinte estão prometendo chuva. Tomara. Vou precisar lavar os meus pensamentos, um pouco.
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segunda-feira, 7 de abril de 2003
Não percam o Rio Boat Show, na Marina da Glória. Está de morrer! Só lá você pode comprar um veleiro de US$ 300 mil.
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Pedro Wolff
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7.4.03
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Acabei de ler no blog da Carol que ela quer escrever sobre o silêncio. Roubou a minha idéia. Eu ia começar esse tema agora.
Bom, fica para ela. Ela sempre escreve melhor que eu, mesmo... Mas o tema é bom.
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Pedro Wolff
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7.4.03
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A fonte é segura. Os USA realmente passaram uma lei no Congresso e as fritas francesas se tornaram fritas da liberdade. Já que o mundo anda boicotando os irmãos do norte, os irmãos do norte resolveram boicotar a França. Acho que é justo. Afinal, batata frita é um prato muito típico na França. O tradicional steak aux frites já até foi o último desejo de um oficial francês preso na Indochina. É natural que os EstadoZunidos declarem sua independência culinária. Nada mais natural.
Só fiquei intrigado com uma coisa: o beijo francês também passa a ser beijo da liberdade? Se for... Ai, se for!
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7.4.03
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Tem tempo que eu não dou as caras por aqui. Explico: tenho trabalhado do outro lado da cidade. Com isso, tenho dormido na Estela (na casa dela, seus depravados!) e não entro na internet por lá. Acho que é por timidez. O fato é que eu não entro. Com isso, não consigo postar e desapareço, gerando essa lista de leitores insatisfeitos.
Bom, para os de fora do Rio, aqui está chovendo. Eu, claro, já fui tomar um pouco de chuva. Que delícia. É a melhor forma de encerrar um fim de semana. Um banho para limpar para a próxima semana. Recomendo a todos.
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terça-feira, 25 de março de 2003
Para os que já perguntaram, a citação nova foi extraída da 9ª Sinfonia de Beethoven. Essa sinfonia traz, em seu último ato, uma poesia de Friederich Schiller, uma Ode à Alegria. Essa peça é tão importante que Bakunin, primeiro pensador do anarquismo, disse que, para se fazer um mundo perfeito, teríamos que queimar inteiramente o mundo atual, deixando apenas a partitura da 9ª de Beethoven para a posteridade.
A tradução aproximada dos versos é a seguinte: "sede abraçados, milhões. Nestes beijos do mundo inteiro!". É uma aclamação. A humanidade deve se unir em um abraço e beijos entre todos os homens. Mais adiante, ele fala "deixa que todos nos tornemos irmãos. Amigos são para todo o sempre".
Acho que alguns líderes do cenário geo-político contemporâneo deveriam conhecer um pouco mais de música erudita...
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25.3.03
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domingo, 23 de março de 2003
Acho que esse papo de kick-boxing tem subido à cabeça da Carolzinha...
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23.3.03
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Já devo ter dito algumas vezes que eu acho essa guerra que está rolando um absurdo, uma covardia. Pois bem, reitero a opinião. Não quero chover no molhado, mas um ex-futuro candidato à diplomacia brasileira não pode deixar de demonstrar sua indignação quando dois estados decidem resolver suas diferenças pela violência.
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23.3.03
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Fim de semana gostoso. Esse friozinho é bom demais. E chuva. Eu já disse que gosto de chuva? É uma delícia.
Começamos com um almoço venezuelano na casa da Jessica. Visitem o blog dela. É bem bacana! Aliás, ela é uma menina bacana. O único defeito é achar que eu trato as mulheres como objeto. Mentira. Elas não são tão úteis assim.
Dali, fomos ao cinema com sogrão e Vilma, que eu só conheci ontem. Gente boa, gente boa. Fomos assistir Chicago. Como eu previa, Richard Gere não convenceu como cantor e dançarino. Jantamos num sushi em Niterói e tudo bancado pelo dito cujo referido sogrão.
E dormimos sozinhos no apê do sogrão, que foi dormir com a Vilma.
E acordamos juntinhos na mesma cama. Friozinho, cobertor e cama. Para que mais?
E tem idiota fazendo guerra por aí.
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23.3.03
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terça-feira, 18 de março de 2003
Diante de uma barata:
Homem: - Se eu não estivesse descalço!
Mulher: - Socorro! Uma barata!
Gay: - Alô!!! É do Corpo de Bombeiros?
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Pedro Wolff
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18.3.03
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Ontem, em meio aos petiscos e bebidas do vernisage, recebi a acusação de que trato as mulheres como objeto neste blog. Achei essa uma acusação injusta.
Claro, quem me acusou foi mulher.
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Pedro Wolff
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18.3.03
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Finalmente o BBB 3 está do meu gosto. Dentro da casa só tem homem e mulher feia. Isso quer dizer que todas as bonitas já saíram e estão posando nuas.
Queremos nudez gratuita!!
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Pedro Wolff
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18.3.03
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Ao dileto Robert Andare, que comentou um dos últimos posts:
Você chegou a ler o meu blog? Por acaso viu que não tem nenhuma, nenhuminha mísera foto? Nem matéria, nem viagem, nem nada! Que maneira idiota de convidar alguém a visitar o seu blog. Não vou até lá, não vou votar, nem comentar nada. Isso é carência demais.
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Pedro Wolff
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18.3.03
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